“O meu pai era paulista. Meu avô, pernambucano. O meu
bisavô, mineiro. Meu tataravô, baiano. Meu maestro soberano foi
Antonio Brasileiro". – Chico
Buarque
Tom Jobim
é citado nesta canção de Chico Buarque como uma espécie de fundador
da música e cultura brasileira. E não é pra menos. Não há como
pensar nele, sem deixar de apreciar a Bossa Nova. Afinal, ele foi
um dos fundadores deste movimento artístico, que nasceu no Brasil,
mais ou menos na década de 50. Junto com vários outros artistas de
renome.
Hoje, a
música e a vida de Tom, ganham espaço no Blog. Junto com toda
boemia carioca, que a Bossa Nova e esse artista
sugerem.
Tom nasceu
na Tijuca, mas, mais tarde, mudou-se para Ipanema, onde foi criado.
Em 1946 iniciou o curso de arquitetura, mas abandonou a carreira
para dedicar-se à música.
Admirador do Jazz norte americano e da musica erudita, tom
tornou-se: pianista, compositor, cantor, arranjador, violonista.
Praticamente uma unanimidade. Arranjou emprego como pianista da
Rádio Clube do Brasil. E como todo grande artista, deu início á sua
carreira, tocando em Barzinhos no Rio de Janeiro nos anos 50. Até
que em 1952, é contratado como arranjador pela gravadora
Continental.
Sua primeira música gravada foi "Incerteza" (com Newton Mendonça),
por Mauricy Moura.
E daí em diante, Grandes artistas de sucesso, gravariam as músicas
de Tom.
Em 1956 musicou a peça "Orfeu da Conceição" de Vinicius de Moraes,
que se tornou um de seus parceiros mais constantes. Dessa peça, fez
bastante sucesso a música "Se Todos Fossem Igual a Você”,
gravada diversas vezes.
Tom Jobim fez parte do núcleo embrionário da bossa nova. (Diversos
movimentos artísticos que ocorreram em Copacabana na década de 50,
em prol da música brasileira). A idéia da Bossa, era misturar o
sofisticado Jazz Norte Americano, com os ritmos alegres do Brasil.
Com a união desses, nasceria a Bossa Nova.
O disco "Canção do Amor Demais" (1958), Composto por Tom e Vinícios
(aquele que veio a ser seu grande amigo) foi cantado por Elizeth
Cardoso e acompanhado pelo violão de João Gilberto (em algumas
faixas) é considerado um marco inaugural da bossa nova. Tal sucesso
inclui, entre outras, "Canção do Amor Demais", "Chega de Saudade" e
"Eu Não Existo sem Você".
Mas a real concretização da bossa nova como estilo musical veio
logo em seguida, com o LP "Chega de Saudade", de João Gilberto, com
arranjos e direção musical de Tom. Dali em diante, a música popular
brasileira tomaria novos rumos.
E até hoje, podemos observar suas músicas tocando nas rádios,
músicas estas, que continuam a ser gravadas. A versão mais recente
de “Chega de Saudade”. Foi gravada por Roberta
Sá.
Letra
– Chega de Suadade -
Composição: Tom Jobim e Vinícius
Vai minha tristeza,
e diz a ela que sem ela não pode ser,
diz-lhe, numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso Mais sofrer.
Chega, de saudade
a realidade, É que sem ela não há paz,
não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca,
dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de
mim...
Esse foi um grande sucesso
de parceria entre Tom e Vinicius de
Moreas.
Mas além dele, Tom teve muitos outros parceiros musicais, entre os
quais Dolores Duran, com “Por causa de você” e Aluísio
de Oliveira. Com “Dindi”, mas a que realmente rendeu
ótimos frutos e entrou para a história da Bossa, foi a parceria com
Vinícius, que gerou sucessos não só como “Chega de
saudade” (1958), mas também, “Eu sei que vou te
amar”, do mesmo ano e “Ela é carioca” (1963),
além de “Garota de Ipanema”. Esta chegou no ranking de
estar entre as dez canções mais executadas em todo o
mundo.
Também compôs
sozinho alguns clássicos, onde na maioria deles revela seu amor
pela cidade maravilhosa. Como podemos observar em canções como em
“Corcovado” (1960), “Samba do avião” (1963)
e Lígia (1973). Letrista e compositor refinado, “Wave”
(1969), “Águas de março”. Muitas dessas podemos
inclusive encontrar versões em inglês.
A letra de todas essas canções
pode ser encontrada no famoso site do Vaga-lume, por
exemplo.
http://vagalume.uol.com.br/tom-jobim/
Assim como
podemos ouvir suas canções e descobrir novidades em seu site
oficial.
http://www2.uol.com.br/tomjobim/index_flash.htm
Antônio Carlos Jobim morreu em 8 de dezembro
de 1994, em Nova York, depois da descoberta de um câncer na bexiga.
Fez seu último show em Jerusalém, em 1994.
O homem vai, mas suas histórias e realizações ficam. Assim, como
sua arte. A arte do Tom, que nos deixou uma infinidade de sucessos,
que marcam a historia da Bossa no Brasil, e tocam os corações
daqueles apaixonados por música brasileira. Em especial. Bossa
Nova.
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